Viver o Momento, com Dor ou Amor

 Reunião Semanal:  

Caros leitores, 


Na reunião de hoje, quarta-feira dia 02/01/2019, repassamos a primeira mensagem desse novo ano de reflexões a inspirarem renovações com ações.


Viver o Momento, com Dor ou Amor



Viver o Hoje.

Nunca a vida foi tão atual como hoje: por um triz é o futuro.

Tempo para mim significa a desagregação da matéria. O apodrecimento do que é orgânico como se o tempo tivesse como um verme dentro de um fruto e fosse roubando a este fruto toda a sua polpa. O tempo não existe.

O que chamamos de tempo é o movimento de evolução das coisas, mas o tempo em si não existe. Ou existe imutável e nele nos transladamos. O tempo passa depressa demais e a vida é tão curta. Então — para que eu não seja engolido pela voracidade das horas e pelas novidades que fazem o tempo passar depressa — eu cultivo um certo tédio. Degusto assim cada detestável minuto.

E cultivo também o vazio silêncio da eternidade da espécie. Quero viver muitos minutos num só minuto. Quero me multiplicar para poder abranger até áreas desérticas que dão a ideia de imobilidade eterna.

Na eternidade não existe o tempo. Noite e dia são contrários porque são o tempo e o tempo não se divide. De agora em diante o tempo vai ser sempre atual. Hoje é hoje. Espanto-me ao mesmo tempo desconfiado por tanto me ser dado.

E amanhã eu vou ter de novo um hoje. Há algo de dor e pungência em viver o hoje. O paroxismo da mais fina e extrema nota de violino insistente. Mas há o hábito e o hábito anestesia”.

(Clarice Lispector)

(Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1983147008420093&set=a.519832741418201&type=3&theater)

Paz Profunda!

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.’.


* Responsabilidade escrita, revisão, edição – Discípulo Elias

* Digitação, revisão – Patricia Kelly Hasselmann

Fraternalmente,

Grupo Fraternidade EMC.

Trabalhando por uma Humanidade mais Feliz!

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