Semana Santa

Caros leitores, 


Na reunião de hoje, quarta-feira dia 10/04/2019, repassamos a mensagem que segue:

Semana Santa

Todos conhecemos bem, a expressão: “vamos dar um tempo”. E o que pretendemos quando “damos um tempo”? Normalmente, o desejo é deixar de lado a rotina dos afazeres diários, dos lugares de sempre e buscar tempo e lugar para refletir e colocar os pensamentos e a vida em ordem.

Pois bem, se algo anda ruim, se você está irritado, prestes a chutar o balde vale contar até dez e… dar um tempo. Desde que o mundo é mundo que a coisa funciona por aí. Há quase dois mil anos, cada um dos dias da semana que precedem o domingo de Páscoa são dias santificados, em que a Igreja propõe aos cristãos sair da rotina do trabalho, buscar a reflexão, a celebração, o sentido mais profundo dos gestos e da vida.

E por que a Igreja pede isso há tanto tempo? Voltamos ao início: para que possamos “dar um tempo”, refletir, orar, colocar os pensamentos e a vida em ordem para renascer para uma realidade modificada e melhor. Na rotina, no dia a dia, em qualquer roda que estejamos, escola, trabalho, família, o que se ouve é: o mundo está mudado, as pessoas estão mais egoístas, é cada um por si e Deus não dá conta de ser por todos.

Mas se estamos todos, ou a maioria, preocupados com a crise de valores, o crescimento da intolerância, do egoísmo, porque ainda não conseguimos construir uma realidade melhor? Talvez porque estejamos falando e lamentando um tanto demais e agindo um tanto de menos. Mas agir como, poderá perguntar o ouvinte mais afoito. Ora, agir depois de pensar, de refletir um pouco.

E para refletir temos que… dar um tempo. E aí reside a beleza do Tempo da Semana Santa, com seus dias igualmente santos. E, desses dias, vamos destacar os últimos quatro. Começamos com uma pausa para refletirmos sobre a quinta-feira santa, quando nos vemos diante de Jesus lavando os pés de seus apóstolos, demonstrando claramente que aquele que lidera deve estar preparado para servir. Quem, com sabedoria, aceita o gesto de humildade do Senhor pode compor a sua equipe.

Se pensarmos em nossa família ou em nosso trabalho, vamos perceber que o gesto é assustadoramente atual. Ainda na quinta-feira, aconteceu a missa da unidade que nos fala de união, de comunhão, nos lembrando que, com a mesma mente, os mesmos objetivos, em diferentes corpos, não nos afastamos do ensinamento maior universal: o ser humano nasceu para o amor – amor a si mesmo e ao próximo.

Já na Sexta-feira, nos vemos diante do momento da dor: Cristo morre envolto em muito sofrimento. Aí, talvez, resida um dos maiores ensinamentos desses dias santos para nossa vida. Quem não sofre, não passou ou passa por adversidades? Certamente, a dor faz parte da vida. Assim como a morte. A sabedoria popular ensina: quem sabe viver, sabe morrer.

Os obstáculos, assim como a morte, trazem dor e sofrimento para todo mundo. Sendo assim, o que diferencia uma pessoa de outra é o modo como ela vai lidar com esse obstáculo. Mas, até quando vamos sofrer? Até quando vamos usar a dor como bandeira? Não é possível “dar um tempo” também no sofrimento, até transformá-lo em superação; em força, no algo mais em nossas vidas? “A prática da fé nada mais é que o corajoso ato de avançar com espírito de leão nas horas cruciais ou nos momentos que surgem as dificuldades.” Afinal, “o inverno nunca falha em se tornar primavera” E, avançando para hoje, sábado de aleluia, continuamos a reflexão que vai nos conduzir a uma vida melhor: Por que Jesus desceu à sepultura? O que isso pode representar em nossas vidas? A morte brutal do Mestre nos questiona sobre as mortes e perdas das quais somos cúmplices no cotidiano.

Dos valores e alegrias que matamos com nossas ações e omissões. Ainda há sofrimento, mas, “sofra o que tiver que sofrer, desfrute o que existe para ser desfrutado, considere tanto o sofrimento como a alegria como fatos da vida e continue acreditando, orando e construindo, não importando o que acontecer, e então experimentará a grande alegria da Lei” : eis chegada a Páscoa!

A Páscoa, nos dias de hoje, nada mais é que a passagem desses dias de reflexão, em que demos um tempo, para o nosso renascimento, melhores, iluminados, unidos num único objetivo de construir um mundo melhor – um mundo de paz!

A Páscoa é a essência da Semana Santa, nela celebramos a festa da vida, a vida que se reinventa a cada instante, a vida que supera a morte. “A oração é a energia da vida, permeando todo o universo e tornando-se força motriz para a verdadeira mudança.”. Não nascemos para a morte, ela é páscoa, passagem, é o transitório, a vida é permanente. Para ela fomos criados e somos recriados todos os dias. 

Feliz Páscoa, feliz vida para todos nós!”

(Selma Sueli Santos)

(Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10214040589827928&set=a.2839328101458&type=3&theater)


Paz Profunda!

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* Responsabilidade escrita, revisão, edição – Discípulo Elias

* Digitação, revisão – Patricia Kelly Hasselmann

Fraternalmente,

Grupo Fraternidade EMC.

Trabalhando por uma Humanidade mais Feliz!

 

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