Preserve Seu Espaço Vital: Tempo para Si

  

Preserve Seu Espaço Vital: Tempo para Si

Na reunião de hoje, quarta-feira, 18/03/2014, repassamos um texto de extrema importância em relação ao tempo individual e coletivo, seus benefícios e malefícios, e efeitos em nosso cotidiano.

“- Eu executo uma tarefa terrível! 

– Disse o acendedor de lampiões.

Antigamente era razoável. Apagava de manhã e acendia à noite.

 Tinha o resto da noite para dormir…

O planeta de ano em ano gira mais depressa, e o regulamento não muda!

Ele dá uma volta por minuto, não tenho um segundo de repouso.

Acendo e apago uma vez por minuto.

– Eu não compreendo, disse o principezinho.

– Não é para compreender, disse o acendedor.

Regulamento é regulamento!”

(Exupéry)

imagem tempo para si


Somos muitas vezes invadidos pelos outros. Literalmente absorvidos pelas suas exigências. Condicionados pela expectativa, pelas aspirações com que nos programaram, somos teleguiados em nossos anseios. As tarefas que os outros propõe, nós é que devemos executá-las.

Sentimo-nos, de repente, de mãos vazias: desapareceu nosso espaço vital, tão necessário par nossa auto-realização. Tomaram-no, sem que nos apercebêssemos. Quando tentamos reagir, estávamos totalmente invadidos. Como terra sem dono, começamos a pertencer aos outros: à escola, à sociedade, ao clube, ao sindicato, ao governo, à Igreja…

De repente, não nos pertencemos mais. Sentimo-nos roubados. Escravos de uma estrutura que os oprime, nos esmaga e nos aflige impiedosamente.

De todos os lados, mãos se estendendo.

De todos os lados, vozes chamando.

De todos os lados, compromissos acenando.

De todos os lados, exigências reclamando.


E nos desdobramos em serviço, em atenção, com corre-corre, em preocupações pelos outros, sempre pelos outros.

É importante se preocupar com os outros, mas… e nós mesmos?

Você, eu?

Qual o tempo que nos resta?

Qual o espaço apenas nosso?


Tempo para si… para um encontro sereno consigo mesmo, para um relax energizante, para uma breve interiorização, para um descanso merecido…

quando? onde? como? se não somos mais livres?…


Executamos, por vezes, uma “tarefa terrível”, como o acendedor de lampiões. “Terrível”, porque a estrutura (quem sabe, até ajudamos a construí-la?…), a estrutura nos rouba a liberdade de viver plenamente, de curtir despreocupadamente a vida, sem as mil e uma obrigações que todos os dias nos são impostas.


“O planeta de ano em ano gira mais depressa, e o regulamento não muda!”

De ano em ano, de mês em mês, de semana em semana, de dia em dia, cresce o ritmo da agitação de um mundo que sempre tem mais pressa, – porque o tempo é ouro!, de um mundo que nos cobra eficiência em quantidade, qualidade e dedicação, porque a Grande Máquina não pode parar.


Tudo nos absorve, e “nosso regulamento não muda”,  Continuamos executando as tarefas todas, mesmo sem compreender o seu porquê,

Robôs de eletrônica, perfeitos teleguiados do Sistema, apenas: observar!

“Bons e pacíficos, filhos da Pátria, ordeiros fiéis dessa “Ordem e Progresso” que dia a dia se torna mais utópica e insuportável. Perfeitamente dirigidos, consolamo-nos pensando que estamos “servindo os outros”… e servir é amar!

Até certo ponto… ótimo!

No entanto, é verdadeiro amor quando eu mesmo me prejudico?

Quando eu mesmo não me valorizo?

Quando eu não tenho tempo para mim, para cultivar-me um pouco, para aprender a curtir-me, reservando-me um espaço vital só meu, onde me sinto ‘em casa” senhor de mim, de meus sonhos e esperanças, capaz de decisões próprias e espaços livres para viver mais?


Preserve seu espaço vital, amigo leitor,

Preserve-o decididamente! A qualquer preço!

Você não pode ser engolido pelo Grande Dragão do consumismo. Você é você: único, inconfundível, e não apenas uma peça na engrenagem do capitalismo. Dê a si mesmo o respeito e o amor que merece. Mude seu regulamento. Humanize-o!


A felicidade tem seu preço. Vale a pena pagá-lo!


(Afonso Schmitt, Adaptado)

” Quando a mente se livra da agitação, se torna calma, serena e está em paz, a meditação acontece. Ao meditar,você pode fazer do seu corpo uma potência ao gerar uma fonte interna de energia”.  (Sri Sri Ravi Shankar)

Fraternalmente,

Grupo Fraternidade EMC.

Trabalhando por uma Humanidade mais feliz!

* Responsabilidade escrita, revisão, edição – Discípulo Elias

* Digitação, revisão – Patricia Kelly Hasselmann

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