O “Não” inadequado

Caros leitores, 


Na reunião de hoje, quarta-feira dia 06/06/2018, repassamos a mensagem:

 

O “NÃO” INADEQUADO



Na vida, é preciso saber dizer o “não” na hora certa.

A intervenção para negar ou impedir que se faça algo é bem complexa.

Dizer que não fez, quando está escrito na testa “fiz”, é algo desconcertante.

Crianças, imaturas, fazem muito isso. E adultos desaforados igualmente, o tempo todo. Até os que trabalham em favor da lei podem vir a negar (ou mentir).

Negar é também desconhecer, objetar, desmentir, rejeitar, enganar, contrariar… às vezes é arrogância e, em casos mais sutis, prevaricar e perjurar.

Só que qualquer pessoa pode mentir – é da natureza do ser humano encobrir, para o bem ou para o mal. Já trabalhar com frases contendo verdade, de maneira assertiva, é um comportamento bastante feliz.

Quanto mais negarem que o céu é azul ou insistirem na contraditória assertiva “não faça isso ou aquilo”, mais evidente torna-se o anil do firmamento. E mais compelida a pessoa fica para fazer o “proibido”.

São curiosidades sobre negação na neurolinguística. O “não” é uma abstração – por si só, nada diz. E pode reforçar o contrário.

O cérebro irá se fixar no depois: “Não pense num bombom”. O efeito será como “pense num bombom”.

“Não mexa nisso aí, Artur”. Então, já deu pra concluir. Poderia ser melhor: “Vá brincar com aquilo que é muito bacana, Artur.” (houve a evitação do “não” e o desvio para algo permissível e atraente, em vez de mexer no que não poderia).

Inúmeros exemplos simples na psicologia forense, na psicologia comportamental e noutras áreas levam à análise da complexidade de uma mentira ou a veracidade de uma afirmativa. Não é fácil mascarar uma realidade e manter por tanto tempo.

Há técnicas para se usar o “não” de forma saudável, para uma boa comunicação.

Pode o “não” ser encaixado em frases que reforcem o objetivo pretendido a partir da permissividade pela subtração. Nisso, o interlocutor se sente considerado.

Exemplo: “Você não precisa tomar toda a deliciosa sopa que está na tigela.” (Se o seu objetivo é que uma criança resistente tome ao menos um ou dois pratos de toda a “enorme” tigela da mesa).

A criança entendeu que ela pode abreviar o “desprazer” de tomar a tigela inteira e vai consumir apenas um ou dois pratos. O objetivo final era que a criança se alimentasse. E tomou uma parte da tigela.

Aqui foi um exemplo em que se usou um artifício de comunicação.

Negar pode usar a palavra “sim”. Afirmando, dependendo do caso está dizendo que ocorreu algo que nunca existiu.

A negação que vem como repressão pode ser parte do ego impedindo o inconsciente. Quando há uma competição, o derrotado quer negar para si que é vencido ou minimizar a dor do fracasso.

Nesse caso, se alguém lhe diz:

“Você não foi derrotado. Apenas não era pra ter ganhado desta vez e por isso não mereceu.”

Ou: “Você não ganha porque não tem força de vontade. Você nunca poderá ganhar.”

São palavras derrotistas, de negação, que já deram uma “sentença” que tira a perspectiva de futuro embate com sucesso. Melhor seria o tom mais realista e acertado:

“O seu desempenho na próxima vez será muito mais proveitoso, porque você pode, tem recursos! De verdade você é bom e por isso comece já a praticar de forma a atingir esse máximo que você merece!”

O estado de negação é um mecanismo de defesa de si ou de quem aponta.

De si ocorre quando o indivíduo procura esconder um fato, se recusando a enfrentá-lo, pela dor da realidade. O fato pode provocar dor emocional, exposição negativa ou consequência maior, como uma punição coercitiva prisional. E por isso a esquiva ou a fuga.

Do outro, que aponta, pode ser por falta de cuidado, de escrúpulo ou até por inveja deixando de apoiar uma pessoa fragilizada.

Quando se quer ser taxativo, categórico, colocando-se palavreado em nível formal ou de autoridade estabelecendo regras, princípios, decisões e ordens, há franca abertura para o uso do “não” como recurso linguístico que enfatize a força do limite. Deve ser caso pontual, não corriqueiro.

O uso sistemático do “não” tende a perder a força. Cria aversões.

Saber o usar o “não” na circunstância e tempo certos é ampliar possibilidades”.

(Autor: Claudio Carlos de Souza, Marketing & Communication Expert Manager, artigo)

* O AUTOR: 55 anos, administrador, expert em marketing, professor universitário desde 1987, consultor há 11 anos, pesquisador do comportamento, acadêmico de psicologia, terapeuta, afiliado na cinquentenária Associação Brasileira de Hipnose (faz parte de sua diretoria), membro do IBCO (diretor vice-presidente na 23ª gestão, biênio 2015-2016) e do Grupo de Estudos de Hipnose da UNIFESP. Desde 2012 mantém convênio com a OAB/CAASP para atendimento de associados.


(Fonte: https://www.linkedin.com/pulse/o-n%C3%A3o-como-impedimento-inadequado-claudio-carlos-de-souza/?published=t)

 

Paz Profunda!

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.’.


* Responsabilidade escrita, revisão, edição – Discípulo Elias

* Digitação, revisão – Patricia Kelly Hasselmann

Fraternalmente,

Grupo Fraternidade EMC.

Trabalhando por uma Humanidade mais Feliz!

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